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Minas do Poço das Freitas
Bobadela
Ponto a visitar
 
Minas do Poço das Freitas, Bobadela
Sendo o nome que historicamente mais vezes surge associado à exploração mineira antiga do Vale Superior do Rio Terva, o polo mineiro do Poço das Freitas localiza-se a Sul do Limarinho, encaixado entre as ribeiras do Calvão e da Sangrinheira. Caracterizado por uma lagoa com uma pequena "ilhota" ao centro, o Poço das Freitas resulta também da extração mineira em época romana, constituindo uma das bacias artificiais de armazenamento de água que serviria o complexo de exploração.
A lagoa é cercada por grandes trincheiras, em cujos taludes se podem observar entradas de galerias, de secção em arco peraltado ou ligeiramente tronco-cónico. Existem também neste polo poços verticais, de secção quadrada. Na bordadura exterior da colina reconhecem-se depósitos antigos de inertes, que corresponderão às escombreiras relacionadas com a exploração das minas. O Poço das Freitas, à semelhança do Limarinho (ambos jazigos auríferos primários) foi explorado, de forma extensiva, em época romana, entre meados do séc. I e o séc. IV. A exploração concentrou-se nos filões quartzíferos que entremeiam os afloramentos graníticos, que, desmontados a céu aberto, deram origem às trincheiras e cortas ainda hoje visíveis, rasgadas preferencialmente no sentido N-S. Na zona meridional do complexo de exploração, no sítio chamado Carregal, identificam-se alinhamentos de pedras afeiçoadas correspondentes a paredes arruinadas e fragmentos de tegulae dispersos, que poderão constituir os vestígios remanescentes de um povoado mineiro romano.
O poço das Freitas constitui, atualmente, um nicho ecológico de grande valor onde habitam, em grande número, espécimes de cágados de carapaça estriada, entre outras espécies florísticas e faunísticas de elevado valor para o estudo e conservação da biodiversidade nacional.
O Poço das Freitas integra o conjunto classificado pelo Estado Português como Sítio de Interesse Público, promulgado pela Portaria n.º 386/2013 (DR, 2.º Série, n.º 115 de 18 de Junho de 2013), pela sua unicidade, enquanto parte fundamental do Complexo Mineiro Antigo do Vale Superior do Rio Terva, em Boticas.
Características